segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Presidente do IAB-AL comemora sucesso do XXIV CPA



 O presidente da seccional Alagoas do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/AL), Rafael Tavares, comemora o sucesso do 24º Congresso Pan-americano de Arquitetos (XXIV CPA) , realizado entre a terça, 27, e a sexta-feira, 30, de novembro; no Centro Cultural e de Expsições Ruth Cardoso, em Jaraguá, Maceió.
Ele garante que, mesmo com a grande equipe de profissionais mobilizada na organização do evento, o Congresso superou suas expectativas. “Por mais que planeje, sempre é uma incógnita se tudo vai transcorrer como programamos, se os pontos positivos serão ressaltados. Os elogios de toda parte do mundo me mostram que o Congresso foi um sucesso, um verdadeiro marco na história dos Pan-americanos. As experiências anteriores mostram que este vai ficar como referência”, assinala.
O evento reuniu mais de 2 mil participantes e Rafael acredita que a equipe organizadora acertou na escolha dos temas e dos palestrantes. “Os temas foram felizes, a estrutura científica, palestras, mostras, exposições, palestras, conferência. Creio que a diversidade de áreas foi o segredo do sucesso”, completa.




sábado, 1 de dezembro de 2012

Brasileiro é novo presidente da Fpaa

Durante encerramento do XXIV CPA, Jorge Monti transferiu cargo para João Suplicy

Após quatro dias de atividades voltadas ao âmbito arquitetônico, na última sexta-feira,30, chegou ao fim a 24ª edição do Congresso Pan-Americano de Arquitetos (XXIV CPA). A solenidade de encerramento aconteceu no Teatro Gustavo Leite, no Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso, e contou com a presença do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil em Alagoas, Rafael Tavares, do presidente do IAB nacional, Sérgio Magalhães, e do ex-presidente da Federación Panamericana de Asociaciones de Arquitectos, Jorge Monti, que na ocasião transferiu o cargo para o arquiteto brasileiro João Suplicy.
"Ao final desta empreitada só temos a agradecer a todos os amigos que nos ajudaram a chegar até aqui. Foram quatro anos de preparação para este evento, que apesar de ter durado apenas quatro dias ficará em nossas lembranças para sempre", disse Rafael Tavares, arrancando uma salva de palmas da plateia.
Logo em seguida, quem se pronunciou foi Sérgio Magalhães, que agradeceu ao IAB-AL pelo empenho na organização do XXIV CPA. "Tenho certeza que toda a dedicação e empenho valeram a pena. O evento foi inesquecível, pois propiciou a nós a abordagem de tentas temáticas pertinentes ao nosso ramo", disse.
XXV CPA será em Assunção, Paraguai
Entre os momentos inesquecíveis do XXIV CPA, esteve a transferência do cargo de presidente da FPAA para o arquiteto paranaense João Suplicy, que anunciou a sede do próximo congresso: a cidade de Assunção, em Paraguai.




sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Concurso público para projetos é esclarecido para congressistas



O concurso público para projetos é um tema muito recorrente durante todo o XXIV CPA e foi a abordagem de um dos últimos fóruns que ocorreram na tarde desta sexta-feira, 30. Os arquitetos acreditam que a forma mais democrática e eficiente de se fazer boas construções são através deste tipo de seleção, que já contém em seu edital todas as especificidades que um projeto deve ter e o valor que será pago. 
Com coordenação do presidente do IAB-BA, Nivaldo Andrade, o fórum de discussão foi muito produtivo e reuniu profissionais experientes do Brasil e um da Argentina. Participaram da mesa o arquiteto Gilson Paranhos, o presidente do IAB-DF, Pedro Henrique Paranhos, o coordenador geral de Concursos do IAB-RJ, Luiz Fernando Janot, o arquiteto Tiago Holzman, o arquiteto, César Dofman, e com o arquiteto argentino, Geraldo Montaruli.
A discussão girou em torno da importância do concurso público para projetos tanto para os arquitetos, quanto para as cidades e para as pessoas. Um sistema já introduzido em países como França, Colômbia e Espanha após recomendação na XX Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1978.
No Brasil a Lei Federal nº 8.666/1993 estabelece a preferência do contrato de projetos de arquitetura e urbanismo através dos concursos públicos, mas as contratações de obras são tidas como exceção à regra. De acordo com Tiago Holzman o IAB está tentando qualificar esta ferramenta para que o governo possa utiliza-la bem, pois quem ganha é o profissional de arquitetura e a sociedade como um todo.
“No concurso ou é competente ou está fora. Por isso o IAB possui três linhas de ação bem claras: a primeira é a qualificação da metodologia de se fazer concurso, a segunda é a alteração da legislação a médio prazo, com revisão e colocação clara sobre a maneira de realizar concursos pelos gestores municipais e a terceira é a divulgação dos concursos entre os arquitetos e principalmente para quem vai contratar o serviço”, informou.
O congressista Luiz Fernando disse que o concurso é ótimo para o profissional. “No concurso o valor do projeto já está estabelecido no edital e como no Brasil o valor do serviço prestado pelo arquiteto é desvalorizado, isto dá condições de fortalecer o pagamento correto dos honorários ”, expos.


Último fórum trata de arquitetura e sustentabilidade


O último fórum do 24º Congresso Panamericano de Arquitetos, que é realizado em Maceió, tratou da relação entre arquitetura e sustentabilidade, analisando o exemplo do Cristalino Jungle Lodge, um hotel com apenas 16 unidades e uma reserva ecológica de 12 mil hectares de floresta primária, na Amazônia Meridional.
Toda a estrutura do empreendimento contempla a sustentabilidade. Os chuveiros, por exemplo, são aquecidos por painéis solares e possuem sistema de tratamento biológico dos resíduos. Os quartos possuem sistema natural de ventilação.
De acordo com a proprietária do empreendimento, a administradora e ambientalista Vitória Riva, ele é dedicado ao ecoturismo sustentável, o hotel recebe entre 1,2 mil e 1,3 mil turistas ao ano, quantidade de pessoas, que de acordo com os estudos, não prejudica o meio ambiente daquela região. Dentro da reserva há 30 km de trilhas, que são utilizadas num sistema de revezamento para não sobrecarregar alguma delas e causar prejuízos à fauna ou flora.
“Para desenvolver um projeto sustentável de hotel o empreendedor tem que ser sensível no sentido de amar a natureza, não pensar que o lucro do negócio tem que ser o mais importante. Se o empreendedor não amar o meio ambiente não vai colocar o coração dele nestas coisas. O projeto tem que ser precedido de princípios ecológicos.  Nosso hotel prima pelo atendimento personalizado e pelo convívio em harmonia com o meio ambiente”, garante.
“A tarefa dos jovens arquitetos está intimamente ligada à sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente. Os projetos precisam ser sustentáveis, com defesa do meio ambiente, geração de renda e criando empregos”, completa.
A arquiteta Ester Ramires acredita que hoje um grande número de turistas busca hotéis sustentáveis. “Existem várias publicações que mostram projetos sustentáveis nas áreas de praia e montanha que são vendidos turisticamente. Sustentabilidade tem que ser abraçada pelos arquitetos. É possível, é necessário e temos clientes para isso”, avalia.
O engenheiro civil Marcos Holanda, diretor da construtora Enengi, ressalta que investir em sustentabilidade é buscar qualidade de vida e garantir um mundo melhor para as futuras gerações. “Em Alagoas temos muitos projetos de empreendimentos turísticos em áreas de praia que perderam as características do local. Em contrapartida, em São Miguel dos Milagres e adjacências há vários projetos  sustentáveis de pousadas de baixo impacto, com uso de mão-de-obra e materiais locais, com decoração da região, preservando a biodiversidade”, compara.
A arquiteta Vânia Avelar, do IPHAN de Pernambuco, diretora do IAB/PE e coordenadora da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito, parabenizou a organização do Congresso por trazer para a discussão a sustentabilidade.
“Essa temática é muito importante para nós e estou muito feliz pelo Congresso Panamericano de Arquitetos ter trazido a sustentabilidade como um dos temas. O futuro é este e não é admissível que façamos projetos sem pensar a sustentabilidade”, analisa.

Produção do arquiteto pela perspectiva de Gustavo Penna e Victor Velásquez é o tema da última conferência do XXIV CPA




O arquiteto brasileiro Gustavo Penna e o paraguaio Victor Velásquez foram as estrelas de uma descontraída conferência com o tema “Produção do Arquiteto”, coordenada pela arquiteta Márcia Rocha Monteiro. Eles falaram sobre suas experiências profissionais, mostraram fotos e perspectivas de projetos e deram dicas para os jovens arquitetos e acadêmicos de Arquitetura, lotando o Teatro Gustavo Leite.
A Conferência faz parte do último dia do 24º Congresso Pan-americano de Arquitetos, que acontece em Maceió desde a última terça-feira, 27, e se encerra nesta sexta-feira, 30.
“Trabalhamos a arquitetura com a utilidade aliada à beleza, forma e mensagem. É importante preservar aquilo que tem valor e aliar aos trabalhos feitos contemporaneamente em harmonia, sem um anular o outro”, defende Penna.
Sobre as intervenções em terrenos para tornar possível a edificações de prédios, casas ou estabelecimentos comerciais, ele aponta o uso de pontes como uma solução criativa e que garante que não se mexa muito no terreno, o que pode dar um charme a mais na construção.
“A ponte é tanto uma forma de transpor um obstáculo como pode ser usada como diferencial numa obra residencial ou comercial”, assinala.
Para Penna, a fachada e a entrada das edificações devem ser cuidadosamente pensadas. “A maneira como você quer ser visto está na sua porta, na entrada: é assim que você recepciona. Em todas as obras você tanto pode criar um ambiente que inspire a introspecção quanto a extroversão. Não recomendo o uso de vidros espelhados, por pelo menos três motivos: deixa o prédio feio, corta a relação de escala e ainda reflete a imagem do prédio ao lado, que pode ser horroroso”, pontua.
Ele desaconselha o uso de escadas do tipo caracol em todo e qualquer espaço. “Escada caracol não é uma escada, é um jeito de subir muito inadequado e arriscado”, aponta.
Por fim, ele recomenda que os arquitetos possam resgastar a dignidade do sensível, intuição e criatividade.
O paraguaio Victor Velásquez trouxe informações sobre as intervenções para a restauração do Centro Histórico de Assunción, capital do Paraguai e destacou a relação existente entre os momentos econômicos e a arquitetura.
“Se a economia está bem, a arquitetura também estará. A internet  é uma ferramenta importante, inclusive para o arquiteto produzir projetos para todo o mundo”, avisa.
Sobre a concepção dos projetos, ele defende que os arquitetos precisam pensar que todo edifício construído precisa ter áreas livres entre ele e as edificações vizinhas, se possível uma praça ou espaço de convivência, para trazer harmonia e ventilação.
“É essencial também usar recursos verdes como fontes de energia eólica ou solar, reaproveitamento de água, reduzir o consumo de energia em climatização artificial. Uma alternativa boa é construir terraços verdes, que refrescam o prédio”, destaca.
Quanto à revitalização do Centro Histórico de Assunción, que também serve para as grandes cidades do Brasil e do mundo, é dar utilidade aos espaços públicos, sendo dever do arquiteto garantir que o projeto contemple alternativas ambientais, sociais, comerciais, financeiras e de gestão.
“O centro tem que ser lugar para trabalhar, viver, comprar, divertir, conviver. Para conseguir este objetivo, o  trabalho em equipe é essencial para o arquiteto ter um bom resultado”, ressalta.
Márcia Monteiro lembra que “todos os segmentos produtivos, de todas as categorias, precisam repensar nosso fazer, nossas cidades e condições de vida”.

Urbanização de favelas é incentivada pelo Programa Morar Carioca


Urbanização das favelas é a proposta do Programa Morar Carioca, que é coordenado pelo arquiteto Pedro da Luz, e existe na cidade do Rio de Janeiro desde 2010. A ideia é que ao invés de serem tirados de suas casas e deslocados para longe de suas fontes de sustento ou redes de amizades, os moradores desses locais tenham a oportunidade de continuar onde sempre moraram e, ao mesmo tempo, serem inseridos na sociedade.
Pedro da Rocha explicou que ao remover os habitantes de um determinado local o poder público mexe com uma teia desconhecida de solidariedade, convivência, memórias e até mesmo renda e, por isso, há uma certa resistência da comunidade em abandonar sua vida e seguir para um local desconhecido e, provavelmente, distante de todas as suas necessidades.
De acordo com Pedro da Luz, o Programa Morar Carioca funciona da seguinte forma: uma equipe que envolve arquitetos e sociólogos se deslocam até as comunidades e fazem uma pesquisa de campo com a população; ou seja, fazem perguntas aos moradores, analisam a situação das favelas e, em cima, desta convivência, criam uma sugestão de projeto, que, logo em seguida, será submetido ao julgamento dos residentes e aprovado ou não.
“Passada essa fase de pesquisa e aprovação, entramos no plano de intervenção, que é onde faremos o trabalho para iniciar a licitação; daí para a execução de todo plano são cerca de nove meses”, explicou o coordenador, que ainda enfatizou que Programas como o Morar Carioca deveriam estar ligados ao Minha casa, minha vida, do Governo Federal. 
Coordenador do Morar Carioca, arquiteto Pedro da Luz



Mobilidade Urbana e Acessibilidade foram abordados durante fórum




 As abordagens no âmbito social tomaram conta de boa parte da programação da 24ª edição do Congresso Pan-Americano de Arquitetos (XXIV CPA). Na tarde desta sexta-feira, 30, a mobilidade urbana e a acessibilidade foram o assunto discutido no fórum ocorrido no auditório do Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso.
Na mesa de explanações estiveram o representante da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, Cláudio Silva, o representante da Universidade Federal da Bahia, Juan Moreno, o arquiteto argentino, Eduardo Elkouss e o mediador Renan Silva, do Instituto de Arquitetos do Brasil em Alagoas.
A palestra de Eduardo chamou a atenção dos presentes por trabalhar o tema de acessibilidade no transporte público. O arquiteto mostrou exemplos de obras espalhadas mundo afora que possibilitam a inserção dos deficientes físicos em diversos meios outrora inacessíveis. “É um claro exemplo da arquitetura possibilitando a acessibilidade”.
Para o estudante do curso de arquitetura da Universidade Federal de Alagoas, Bruno Ferraz, os palestrantes falaram sobre temas pertinentes à sociedade e saciaram a curiosidade da plateia. “Sempre que ouvimos falar em assuntos tão próximos não podemos deixar de absorver o conteúdo e profissionais respeitados e tentar identificar estas percepções e soluções sugeridas no nosso dia a dia”, comentou.

Na quarta-feira passada,28, os coordenadores do Fórum de Acessibilidade e Mobilidade Social foram convidados a participar do programa Educativa em Revista, da Rádio Educativa FM e discorreram um pouco sobre o assunto aplicado à realidade de Maceió.