sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Concurso público para projetos é esclarecido para congressistas



O concurso público para projetos é um tema muito recorrente durante todo o XXIV CPA e foi a abordagem de um dos últimos fóruns que ocorreram na tarde desta sexta-feira, 30. Os arquitetos acreditam que a forma mais democrática e eficiente de se fazer boas construções são através deste tipo de seleção, que já contém em seu edital todas as especificidades que um projeto deve ter e o valor que será pago. 
Com coordenação do presidente do IAB-BA, Nivaldo Andrade, o fórum de discussão foi muito produtivo e reuniu profissionais experientes do Brasil e um da Argentina. Participaram da mesa o arquiteto Gilson Paranhos, o presidente do IAB-DF, Pedro Henrique Paranhos, o coordenador geral de Concursos do IAB-RJ, Luiz Fernando Janot, o arquiteto Tiago Holzman, o arquiteto, César Dofman, e com o arquiteto argentino, Geraldo Montaruli.
A discussão girou em torno da importância do concurso público para projetos tanto para os arquitetos, quanto para as cidades e para as pessoas. Um sistema já introduzido em países como França, Colômbia e Espanha após recomendação na XX Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1978.
No Brasil a Lei Federal nº 8.666/1993 estabelece a preferência do contrato de projetos de arquitetura e urbanismo através dos concursos públicos, mas as contratações de obras são tidas como exceção à regra. De acordo com Tiago Holzman o IAB está tentando qualificar esta ferramenta para que o governo possa utiliza-la bem, pois quem ganha é o profissional de arquitetura e a sociedade como um todo.
“No concurso ou é competente ou está fora. Por isso o IAB possui três linhas de ação bem claras: a primeira é a qualificação da metodologia de se fazer concurso, a segunda é a alteração da legislação a médio prazo, com revisão e colocação clara sobre a maneira de realizar concursos pelos gestores municipais e a terceira é a divulgação dos concursos entre os arquitetos e principalmente para quem vai contratar o serviço”, informou.
O congressista Luiz Fernando disse que o concurso é ótimo para o profissional. “No concurso o valor do projeto já está estabelecido no edital e como no Brasil o valor do serviço prestado pelo arquiteto é desvalorizado, isto dá condições de fortalecer o pagamento correto dos honorários ”, expos.


Último fórum trata de arquitetura e sustentabilidade


O último fórum do 24º Congresso Panamericano de Arquitetos, que é realizado em Maceió, tratou da relação entre arquitetura e sustentabilidade, analisando o exemplo do Cristalino Jungle Lodge, um hotel com apenas 16 unidades e uma reserva ecológica de 12 mil hectares de floresta primária, na Amazônia Meridional.
Toda a estrutura do empreendimento contempla a sustentabilidade. Os chuveiros, por exemplo, são aquecidos por painéis solares e possuem sistema de tratamento biológico dos resíduos. Os quartos possuem sistema natural de ventilação.
De acordo com a proprietária do empreendimento, a administradora e ambientalista Vitória Riva, ele é dedicado ao ecoturismo sustentável, o hotel recebe entre 1,2 mil e 1,3 mil turistas ao ano, quantidade de pessoas, que de acordo com os estudos, não prejudica o meio ambiente daquela região. Dentro da reserva há 30 km de trilhas, que são utilizadas num sistema de revezamento para não sobrecarregar alguma delas e causar prejuízos à fauna ou flora.
“Para desenvolver um projeto sustentável de hotel o empreendedor tem que ser sensível no sentido de amar a natureza, não pensar que o lucro do negócio tem que ser o mais importante. Se o empreendedor não amar o meio ambiente não vai colocar o coração dele nestas coisas. O projeto tem que ser precedido de princípios ecológicos.  Nosso hotel prima pelo atendimento personalizado e pelo convívio em harmonia com o meio ambiente”, garante.
“A tarefa dos jovens arquitetos está intimamente ligada à sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente. Os projetos precisam ser sustentáveis, com defesa do meio ambiente, geração de renda e criando empregos”, completa.
A arquiteta Ester Ramires acredita que hoje um grande número de turistas busca hotéis sustentáveis. “Existem várias publicações que mostram projetos sustentáveis nas áreas de praia e montanha que são vendidos turisticamente. Sustentabilidade tem que ser abraçada pelos arquitetos. É possível, é necessário e temos clientes para isso”, avalia.
O engenheiro civil Marcos Holanda, diretor da construtora Enengi, ressalta que investir em sustentabilidade é buscar qualidade de vida e garantir um mundo melhor para as futuras gerações. “Em Alagoas temos muitos projetos de empreendimentos turísticos em áreas de praia que perderam as características do local. Em contrapartida, em São Miguel dos Milagres e adjacências há vários projetos  sustentáveis de pousadas de baixo impacto, com uso de mão-de-obra e materiais locais, com decoração da região, preservando a biodiversidade”, compara.
A arquiteta Vânia Avelar, do IPHAN de Pernambuco, diretora do IAB/PE e coordenadora da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito, parabenizou a organização do Congresso por trazer para a discussão a sustentabilidade.
“Essa temática é muito importante para nós e estou muito feliz pelo Congresso Panamericano de Arquitetos ter trazido a sustentabilidade como um dos temas. O futuro é este e não é admissível que façamos projetos sem pensar a sustentabilidade”, analisa.

Produção do arquiteto pela perspectiva de Gustavo Penna e Victor Velásquez é o tema da última conferência do XXIV CPA




O arquiteto brasileiro Gustavo Penna e o paraguaio Victor Velásquez foram as estrelas de uma descontraída conferência com o tema “Produção do Arquiteto”, coordenada pela arquiteta Márcia Rocha Monteiro. Eles falaram sobre suas experiências profissionais, mostraram fotos e perspectivas de projetos e deram dicas para os jovens arquitetos e acadêmicos de Arquitetura, lotando o Teatro Gustavo Leite.
A Conferência faz parte do último dia do 24º Congresso Pan-americano de Arquitetos, que acontece em Maceió desde a última terça-feira, 27, e se encerra nesta sexta-feira, 30.
“Trabalhamos a arquitetura com a utilidade aliada à beleza, forma e mensagem. É importante preservar aquilo que tem valor e aliar aos trabalhos feitos contemporaneamente em harmonia, sem um anular o outro”, defende Penna.
Sobre as intervenções em terrenos para tornar possível a edificações de prédios, casas ou estabelecimentos comerciais, ele aponta o uso de pontes como uma solução criativa e que garante que não se mexa muito no terreno, o que pode dar um charme a mais na construção.
“A ponte é tanto uma forma de transpor um obstáculo como pode ser usada como diferencial numa obra residencial ou comercial”, assinala.
Para Penna, a fachada e a entrada das edificações devem ser cuidadosamente pensadas. “A maneira como você quer ser visto está na sua porta, na entrada: é assim que você recepciona. Em todas as obras você tanto pode criar um ambiente que inspire a introspecção quanto a extroversão. Não recomendo o uso de vidros espelhados, por pelo menos três motivos: deixa o prédio feio, corta a relação de escala e ainda reflete a imagem do prédio ao lado, que pode ser horroroso”, pontua.
Ele desaconselha o uso de escadas do tipo caracol em todo e qualquer espaço. “Escada caracol não é uma escada, é um jeito de subir muito inadequado e arriscado”, aponta.
Por fim, ele recomenda que os arquitetos possam resgastar a dignidade do sensível, intuição e criatividade.
O paraguaio Victor Velásquez trouxe informações sobre as intervenções para a restauração do Centro Histórico de Assunción, capital do Paraguai e destacou a relação existente entre os momentos econômicos e a arquitetura.
“Se a economia está bem, a arquitetura também estará. A internet  é uma ferramenta importante, inclusive para o arquiteto produzir projetos para todo o mundo”, avisa.
Sobre a concepção dos projetos, ele defende que os arquitetos precisam pensar que todo edifício construído precisa ter áreas livres entre ele e as edificações vizinhas, se possível uma praça ou espaço de convivência, para trazer harmonia e ventilação.
“É essencial também usar recursos verdes como fontes de energia eólica ou solar, reaproveitamento de água, reduzir o consumo de energia em climatização artificial. Uma alternativa boa é construir terraços verdes, que refrescam o prédio”, destaca.
Quanto à revitalização do Centro Histórico de Assunción, que também serve para as grandes cidades do Brasil e do mundo, é dar utilidade aos espaços públicos, sendo dever do arquiteto garantir que o projeto contemple alternativas ambientais, sociais, comerciais, financeiras e de gestão.
“O centro tem que ser lugar para trabalhar, viver, comprar, divertir, conviver. Para conseguir este objetivo, o  trabalho em equipe é essencial para o arquiteto ter um bom resultado”, ressalta.
Márcia Monteiro lembra que “todos os segmentos produtivos, de todas as categorias, precisam repensar nosso fazer, nossas cidades e condições de vida”.

Urbanização de favelas é incentivada pelo Programa Morar Carioca


Urbanização das favelas é a proposta do Programa Morar Carioca, que é coordenado pelo arquiteto Pedro da Luz, e existe na cidade do Rio de Janeiro desde 2010. A ideia é que ao invés de serem tirados de suas casas e deslocados para longe de suas fontes de sustento ou redes de amizades, os moradores desses locais tenham a oportunidade de continuar onde sempre moraram e, ao mesmo tempo, serem inseridos na sociedade.
Pedro da Rocha explicou que ao remover os habitantes de um determinado local o poder público mexe com uma teia desconhecida de solidariedade, convivência, memórias e até mesmo renda e, por isso, há uma certa resistência da comunidade em abandonar sua vida e seguir para um local desconhecido e, provavelmente, distante de todas as suas necessidades.
De acordo com Pedro da Luz, o Programa Morar Carioca funciona da seguinte forma: uma equipe que envolve arquitetos e sociólogos se deslocam até as comunidades e fazem uma pesquisa de campo com a população; ou seja, fazem perguntas aos moradores, analisam a situação das favelas e, em cima, desta convivência, criam uma sugestão de projeto, que, logo em seguida, será submetido ao julgamento dos residentes e aprovado ou não.
“Passada essa fase de pesquisa e aprovação, entramos no plano de intervenção, que é onde faremos o trabalho para iniciar a licitação; daí para a execução de todo plano são cerca de nove meses”, explicou o coordenador, que ainda enfatizou que Programas como o Morar Carioca deveriam estar ligados ao Minha casa, minha vida, do Governo Federal. 
Coordenador do Morar Carioca, arquiteto Pedro da Luz



Mobilidade Urbana e Acessibilidade foram abordados durante fórum




 As abordagens no âmbito social tomaram conta de boa parte da programação da 24ª edição do Congresso Pan-Americano de Arquitetos (XXIV CPA). Na tarde desta sexta-feira, 30, a mobilidade urbana e a acessibilidade foram o assunto discutido no fórum ocorrido no auditório do Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso.
Na mesa de explanações estiveram o representante da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, Cláudio Silva, o representante da Universidade Federal da Bahia, Juan Moreno, o arquiteto argentino, Eduardo Elkouss e o mediador Renan Silva, do Instituto de Arquitetos do Brasil em Alagoas.
A palestra de Eduardo chamou a atenção dos presentes por trabalhar o tema de acessibilidade no transporte público. O arquiteto mostrou exemplos de obras espalhadas mundo afora que possibilitam a inserção dos deficientes físicos em diversos meios outrora inacessíveis. “É um claro exemplo da arquitetura possibilitando a acessibilidade”.
Para o estudante do curso de arquitetura da Universidade Federal de Alagoas, Bruno Ferraz, os palestrantes falaram sobre temas pertinentes à sociedade e saciaram a curiosidade da plateia. “Sempre que ouvimos falar em assuntos tão próximos não podemos deixar de absorver o conteúdo e profissionais respeitados e tentar identificar estas percepções e soluções sugeridas no nosso dia a dia”, comentou.

Na quarta-feira passada,28, os coordenadores do Fórum de Acessibilidade e Mobilidade Social foram convidados a participar do programa Educativa em Revista, da Rádio Educativa FM e discorreram um pouco sobre o assunto aplicado à realidade de Maceió.

Sucesso habitacional em Medellín é evidenciado pelo arquiteto Juan Botero



De acordo com o arquiteto o Modelo Medellín para habitação conquistou o aumento da qualidade de vida em 23%. Este modelo engloba uma política transparente com redução de contas, o social através da garantia de oportunidades de educação e cultura, o territorial e o urbanístico com estética e inclusão social. “Tudo isso gera a confiança do público e uma maior convivência entre as pessoas, que levam a um respeito pela vida”, enfatizou.
O arquiteto da Empresa Dessarolo Urbano (Edu) - empresa do governo municipal de Medellín, Colômbia, que trata sobre o desenvolvimento urbano - Juan Botero, mostrou os programas, planos, estratégias e características que transformaram a cidade de Medellín em 10 anos.
O respeito pela vida é o que motiva todas as situações para que o desenvolvimento seja feito da forma correta. A estratégia de ação explicada por Juan trata de um planejamento das cidades de forma integrada com outras questões, não apenas a moradia, mas também com os equipamentos necessários, como escolas, parques bibliotecas, jardins infantis, alternativas de transporte, entre outros.
“Os projetos desenvolvidos são escolhidos através de concurso público e com recursos públicos, de impostos e de retorno de empresas públicas. As pessoas começam a pagar os seus impostos em dia quando sabem o que acontece com o seu dinheiro e quando verificam as mudanças nos seus bairros”, explicou.
O arquiteto Roberto Guione de Recife, parabenizou a palestra e fez uma reflexão sobre a realidade brasileira. “Estamos em uma sociedade de desintegração social, construindo uma arquitetura fechada e excludente. Medellín é um exemplo de como o jogo pode ser virado”, expos. 
O arquiteto brasileiro, Mauro Munhoz, que dividia a mesa de conferência com Juan Botero falou que a realidade de Medellín mostra que os arquitetos brasileiros devem construir espaços públicos com sentido de coletividade, como os apresentados pelo colombiano. “Nós ainda não chegamos ao grau de Medellín. Acredito que todos nós temos uma nova tarefa pela frente”, finalizou. 

 Saiba mais sobre a experiência de Medellín, através do site da Empresa Dessarolo Urbano: http://www.edu.gov.co/

Mauro Munhoz discute a introdução do sentido de coletividade nas obras públicas



Em conferência realizada na manhã de sexta-feira, 30, o arquiteto brasileiro Mauro Munhoz expressou a importância da coletividade nos prédios públicos a partir de projetos executados por ele, como o Museu do Futebol no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, no Pacaembu, em São Paulo; e sobre a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Os dois exemplos completam a visão da integração dos espaços públicos com a cidade e com a população. No Museu do Futebol, o arquiteto mostra a quebra dos paradigmas nas construções delimitadas, ao conseguir manter o prédio do estádio, onde o museu está instalado; e a praça a sua frente completando um mesmo conjunto; compondo a mesma perspectiva de localização. “Nós temos que quebrar os paradigmas de construções delimitadas. O futuro é integrar os espaços públicos, semi-públicos e privados”, falou Munhoz.
Com a discussão sobre a Flip, o conferencista repassa a capacidade de desenvolvimento de projetos com ótima qualidade através da inclusão das pessoas que moram na comunidade. Ele retrata a festa literária que acontece em Paraty, no Rio de Janeiro, como um sucesso; evento de primeiro mundo que só foi possível pela participação efetiva dos moradores da cidade em todas as áreas da festa.
“O plano das instituições não se comunica com o plano das situações reais, vivenciadas pela população e essa situação deve mudar. Pensamos em fazer uma articulação, criando uma experiência cultural para mobilizar as pessoas em torno de uma ideia”, expos. 

Palestrante
Arquiteto e urbanista, Mauro Munhoz é diretor presidente da Associação Casa Azul, entidade privada sem fins lucrativos, voltada à revitalização urbana e sustentável de Paraty e realizadora da Flip.


Reforma no Estádio Nacional de Brasília é abordada em palestra ocorrida durante a manhã desta sexta-feira


Copa do Mundo em Brasília. Essa foi o temática abordada na palestra do arquiteto e diretor técnico da Terracap, Luis Antônio Reis, que aconteceu na manhã desta sexta-feira,30, no Teatro Gustavo Leite, no Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso. Quem esteve presente ao local pôde conferir detalhes do projeto de adequação do Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, que foi feito pelo arquiteto Eduardo Castro Mello.
Os detalhes da obra foram passados com bastante especificidade para o público, que observou a importância de cada investimento feito no local como, por exemplo, a entrada para veículos  de grande porte, as oito rampas de acesso ao estádio - para evitar tumultos -, e o teto fabricado com uma membrana resistente, que, ainda por cima consegue ser auto-suficiente na hora da limpeza. "Apenas com a água da chuva o teto fica impecável", declarou o palestrante.
A tecnologia de ponta utilizada no estádio inaugurado em 1970 impressiona e chama ainda mais a atenção porque algo semelhante é produzido apenas em países como a Itália. Ainda de acordo com Reis, o a área não servirá apenas para a prática esportiva, mas também comportará grandes shows internacionais. "Até agora, mais de 76% da obra já foi concluída, nossa previsão, claro, é que tudo esteja pronto para a copa de 2014".
O estudante de arquitetura da Universidade Federal de Sergipe, Pedro Thiessen, disse que saiu satisfeito com o resultado da palestra. "É uma área que gosto bastante: o proporcionamento de soluções para problemas e é notório que o projeto inteiro trabalha com isso; com a necessidade de pensar em cada detalhe e não deixar nada de fora", disse
Após o término do fórum, os presentes participaram do sorteio de cinco livros de Oscar Niemeyer e kits com publicações sobre a cidade de Brasília. Uma das contempladas foi a estudante Ana Karine Oliveira, que levou para casa uma publicação assinada por Niemeyer. " Inclusive, estou fazendo um trabalho sobre ele. Vai me ajudar muito", disse ela.
Sobre o arquiteto responsável pela obra
Eduardo Castro Mello nasceu em 19 de agosto de 1945, em São Paulo e formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Paulo.





Abordagem filosófica da arquitetura, por meio do trabalho de Louis Kahn, foi tema da conferência do arquiteto David Leatherbarrow


 A linha tênue entre arquitetura e filosofia foi explorada na noite da última quinta-feira, 29, durante a conferência do arquiteto norte-americano David Leatherbarrow, no Teatro Gustavo Leite, situado no Centro de Convenções e Exposições Ruth Cardoso. Na ocasião, David chamou a atenção ao falar sobre as obras e linha de pensamento do renomado arquiteto Louis Kahn.

O encontro teve um caráter acadêmico e foi repleto de citações que chamaram a atenção da plateia e proporcionaram uma reflexão sobre o papel dos arquitetos na sociedade, assim como os anseios desses profissionais. “O que diferencia nosso trabalho dos realizados pelos artistas, por exemplo, é que precisamos nos voltar à criação de uma realidade real, enquanto eles podem experimentar realidades possíveis”, disse Leatherbarrow.
Para o arquiteto Deraldo Campos, a palestra foi revigorante. “Aqui, pudemos ir além do comum. Sem dúvidas o conteúdo apresentado foi muito rico e as escolha do tema muito feliz, tendo em vista que a abordagem da arquitetura de maneira tão filosófica vem se perdendo ao longo dos anos”, elogiou.









Hoje serão escolhidos os vencedores da PanDesign 2012



Um grupo de renomados arquitetos alagoanos e arquitetos argentinos, peruanos e paraguaios escolhem os melhores trabalhos inscritos na PanDesign 2012 nesta sexta-feira, 30, das 10h às 15h.
As peças expostas na mostra competitiva, PanDesign, são projetos de arquitetos de vários países das Américas e alguns europeus. Já os trabalhos da Alagoas Design são de dez arquitetos locais, que aceitaram o desafio de criar peças para serem confeccionadas junto ao Pólo de Marcenaria de Arapiraca.

Votação
Até a noite de quinta-feira, 29, o júri popular e dos conferencistas havia superado a marca de 1,8 mil votos. Ao júri técnico, caberá indicar cinco peças do Alagoas Design, três para cada segmento da PanDesign, além de duas das categorias: Móvel e Cadeira Corporativa. Um dos jurados técnicos acompanhará o escrutínio. O trabalho mais votado é o ganhador do segmento e os demais serão mencionados. Em caso de empate, o desempate ficará a cargo dos escrutinadores.
 
Hall de Luxo
Não competem na PanDesign as peças expostas no Hall de Luxo, projetadas pela Luxaflex, Nespresso, Saccaro e Alex Cerello, tendo em vista que são consideradas hors concours, verdadeiras líderes de mercado em seus segmentos. Além de não participarem da votação, essas empresas não possuem nenhum interesse no resultado da Mostra.
O diretor da Hunter Douglas, representante oficial da Luxaflex para o Nordeste, Marco Antônio Pereira, esteve no jantar do júri técnico da PanDesign para conhecer os arquitetos internacionais e locais e contar as novidades do setor de cortinas, persianas e toldos.

Jantar
O júri técnico da PanDesign 2012, a Mostra Pan-americana de Design, se reuniu na noite desta quinta-feira, 29, no restaurante Akuaba, no Stella Maris para esclarecer os termos de participação da comissão na escolha dos melhores trabalhos da exposição e da Alagoas Design.

Interesses da profissão é debatido por membros do IAB



O fórum sobre interesses da profissão foi apresentado na tarde de quinta-feira, 29, pelo presidente do IAB-BA, Nivaldo Andrade, pelo presidente do IAB-DF, Pedro Henrique Paranhos, pelo coordenador geral de Concursos do IAB-RJ, Luiz Fernando Janot, e pelo vice-presidente do IAB-RJ e diretor do IAB Nacional, Pedro da Luz Moreira.
A abordagem girou em torno de temas sobre realização profissional, sobre o exercício profissional, concurso público de projetos, sobre a carência de algumas matérias nas universidades, sobre o reconhecimento da arquitetura como cultura e apareceu de novo, criticas sobre o programa do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”.
De acordo com Nivaldo Andrade este programa de habitação em massa está sendo realizado sem projetos bons, que pensem nas cidades. “As moradias são feitas sem estruturas para uma habitação de boa qualidade, pois os postos de saúde, escolas, transporte público e comércios, como padaria, mercadinho; ficam muito distante das residências”, informou.