sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mauro Munhoz discute a introdução do sentido de coletividade nas obras públicas



Em conferência realizada na manhã de sexta-feira, 30, o arquiteto brasileiro Mauro Munhoz expressou a importância da coletividade nos prédios públicos a partir de projetos executados por ele, como o Museu do Futebol no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, no Pacaembu, em São Paulo; e sobre a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Os dois exemplos completam a visão da integração dos espaços públicos com a cidade e com a população. No Museu do Futebol, o arquiteto mostra a quebra dos paradigmas nas construções delimitadas, ao conseguir manter o prédio do estádio, onde o museu está instalado; e a praça a sua frente completando um mesmo conjunto; compondo a mesma perspectiva de localização. “Nós temos que quebrar os paradigmas de construções delimitadas. O futuro é integrar os espaços públicos, semi-públicos e privados”, falou Munhoz.
Com a discussão sobre a Flip, o conferencista repassa a capacidade de desenvolvimento de projetos com ótima qualidade através da inclusão das pessoas que moram na comunidade. Ele retrata a festa literária que acontece em Paraty, no Rio de Janeiro, como um sucesso; evento de primeiro mundo que só foi possível pela participação efetiva dos moradores da cidade em todas as áreas da festa.
“O plano das instituições não se comunica com o plano das situações reais, vivenciadas pela população e essa situação deve mudar. Pensamos em fazer uma articulação, criando uma experiência cultural para mobilizar as pessoas em torno de uma ideia”, expos. 

Palestrante
Arquiteto e urbanista, Mauro Munhoz é diretor presidente da Associação Casa Azul, entidade privada sem fins lucrativos, voltada à revitalização urbana e sustentável de Paraty e realizadora da Flip.


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