quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Projetando com Luz - Da Gestão ao Projeto" foi o tema escolhido por Jamile Tormann para sua palestra na tarde desta quinta-feira


Quanto cobrar por um projeto de iluminação? Como calcular um projeto de forma a não perder a margem de lucro ou pior, não levar prejuízo?
Essas e outras questões que muitos arquitetos se fazem, mas não tem coragem de perguntar foram esclarecidas, na tarde desta quarta-feira (29) na palestra técnica “Projetando com Luz – Da Gestão ao Projeto”, da arquiteta mestra em Iluminação, Jamile Tormann.
A arquiteta destaca que a proposta orçamentária precisa ser coerente e para isso são necessárias responder algumas questões antes: Porque iluminar? O que iluminar? Como iluminar? Quão intensamente iluminar?
Esses itens envolvem outros questionamentos como eficiência energética, criatividade e de outros de ordem prática, que envolvem quantidade de pessoas a gerenciar, horas gastas no projeto e reuniões.
“É preciso avaliar todos os itens, para ter uma ideia exata dos custos e deixar uma margem para as eventualidades. Além de ter uma boa margem de lucro, o arquiteto que trabalha satisfeito por ter cobrado um preço adequado cativa o cliente e proporciona novas indicações”, defende Jamile.
Ela lembra que não adianta montar o projeto antes que o cliente revele quanto está disposto a gastar e qual sua expectativa, já que a função do arquiteto é levar a melhor solução técnica dentro dos recursos disponíveis. Também precisa ser levada em consideração quanto tempo o projeto de iluminação ficará aceso, tendo em vista que os preços precisam variar de acordo com as especificidades de cada projeto.
Como estas informações devidamente especificadas, o projetista precisa definir o plano de trabalho, que não deve superar os 90 dias, sendo 60 dias considerado um prazo razoável para projetos de média complexidade.
Mas a grande questão continua: “Como calcular meus honorários?”
Jamile propõe uma autovaliação e depois uma definição baseada num orçamento pouco completo, mas que vai garantir o lucro do projetista.
“Antes de mais nada é preciso conhecer os preços praticados pela concorrência  para poder avaliar como você se situa neste contexto. Depois calcular a hora técnica para ai poder apresentar um valor coerente para seu cliente”, garante.
Tomando como base 120 horas de trabalho ao mês, que deverão ser remunerar as despesas e deixar lucro, o dinheiro que você vai gastar para viver.
Para calcular o seu custo basta somar as despesas fixas como água, luz, telefone, internet, assinatura de revistas, aluguel, IPTU, salários, encargos, vale-transporte e vale-refeição, contador, seguros,  compra ou leasing, manutenção de equipamentos, material de consumo e de limpeza, transporte e refeições a serviço e os extras.
Se o projetista opta pelo home office, divide essas despesas pela metade.
Este valor das despesas fixas é dividido pelo custo do pessoal (ou seu pro-labore caso não tenha empregados), que são os salários mais encargos.
Paralelamente divide-se o valor do custo de pessoal para cada categoria pelas 120 horas mensais. Este valor multiplicado pelo coeficiente da divisão das despesas fixas pelo custo de pessoal. O resultado é o valor da hora técnica a ser cobrado.

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