quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Roberto Moita e Edwin Quiles falam sobre seus trabalhos para congressistas



O arquiteto brasileiro Roberto Moita e o porto-riquenho, Edwin Quiles, fizeram a conferência da tarde desta quinta-feira, 29, no Teatro Gustavo Leite. O primeiro abordou sobre sua experiência de produção em Manaus, enquanto que o segundo tratou sobre as suas estratégias de trabalho e experiências de colaboração entre arquitetos e comunidades para apoiar os pocessos e suas transformações.
Ao expor os trabalhos realizados em Manaus, Moita explicou a produção em arquitetura, urbanismo e paisagismo dentro da realidade urbana na Amazônia brasileira contemporânea. Para o arquiteto a relação destas três áreas conquistam conforto e beleza para o local. “ A forte relação de arquitetura, com paisagismo e urbanismo formam uma atmosfera de relaxamento e conforto”, ressaltou.
Moita investigou o papel do arquiteto nos modelos de desenvolvimento da Cidade na trilha de uma urbanidade sustentável e de uma Arquitetura humana e adequada ao ambiente equatorial. A aluna do 4º período de arquitetura da Universidade Federal da Bahia, Julia Pereira Santos, adorou a conferência da tarde, afirmando que Moita trouxe a abordagem arquitetônica de uma das regiões do país que é um pouco esquecida. “Roberto Moita mostrou a importância da interação dos materiais para a arquitetura, uma ideia muito utilizada por Lina Bo Bardi”, disse. 

Edwin R. Quiles
O arquiteto porto-riquenho trouxe a experiência do Caribe para o XXIV CPA, através da visão de espaços marginais, como as favelas e a abordagem do conceito de desenhos participativos através do dialogo criativo. Para Edwin a visão das pessoas e do arquiteto sobre as favelas é muito importante. “Não é fazer o que as pessoas pensam que deve ser feito, mais tem que se ter um dialogo, pois uma boa conversa é sempre lucrativa para os projetos”, explicou o conferencista.
De acordo com Edwin, geralmente, os arquitetos não olham para os espaços marginas, como as favelas que possuem forte presença em toda a América Latina. “Penso no Haiti, um lugar esquecido, deixado a sorte, penso nos sem teto, nos sem terra, enfim, nos mais frágeis e carentes de representação; e eu vejo sobretudo suas ações em busca de ajuda política para ter uma vida melhor”, informou.
Para ele os arquitetos devem buscar novos espaços para as cidades. “Os arquitetos fazem parte na busca de novos espaços, novas metáforas para as novas cidades que surgem, caminhos que sirvam para os cidadãos que estão caminhando, andando a pé, na construção desta nova cidade”, enfatizou.


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