quarta-feira, 28 de novembro de 2012

XXIV CPA discute construção sustentável



A sustentabilidade é tema de preocupação mundial nas mais diversas áreas e na Arquitetura não poderia ser diferente. Por esta razão, a programação do 24º Congresso Pan-americano de Arquitetos reservou um espaço especial para discutir as construções sustentáveis.
O engenheiro civil Marcos Casado, da Green Bullding Council Brasil, um das empresas mais importantes do setor, foi o convidado especial para uma palestra na tarde desta quarta-feira que lotou o auditório do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, com mais de 600 conferencistas.
“A construção sustentável é uma tendência que já tem legislação em vários Estados e municípios, foi abraçada pelo governo federal e que oferece facilidades em termos de documentação para quem opta por este tipo de construção”, defende Marcos Casado.
O engenheiro lembra que os edifícios convencionais produzem impacto negativo, uma vez que há consumo de materiais com alto nível de energia embutida. “Cerca de 50 a 70% dos resíduos gerados nas cidades são da construção civil. De 15 a 50% dos recursos naturais extraídos vão para a construção, 21% da água tratada é consumida na construção e de 15 a 25% da madeira extraída é utilizada na construção, sendo que o Brasil usa a maior parte de madeira ilegal”, enumera.
No Brasil, são consumidos 220 milhões de toneladas por ano de agregados naturais para produção de argamassa e concreto. 

O conceito de construção sustentável passa não somente pela escolha dos materiais, mas pela concepção do projeto, seus objetivos, o entorno, o aproveitamento sem desperdício dos recursos. Numa construção ‘verde’ podemos reduzir 30% do consumo de energia , 35% as emissões de gás carbônico, de 30 a 50% o uso de água e de 50 a 60% os resíduos”, avalia.
Construir um prédio sustentável custa cerca de 7% a mais que um edifício no sistema tradicional, mas este gasto gera uma redução nos custos de operação do prédio entre 8 e 9%. Casado destaca que os prédios sustentáveis são mais valorizados e que o metro quadrado custa em média 20% a mais do que os tradicionais, tendo em vista que ganham valor promocional de marketing.
“Todas as vantagens são pequenas diante dos benefícios para as pessoas, que são aumentar o bem-estar, conforto e a produtividade. Sustentabilidade não é caridade. É o modo com o homem faz negócios, gerando lucro, mas com baixo impacto ambiental. Escolas cujos prédios são sustentáveis relatam aumento de 20% na atenção dos alunos e nas notas. Somos nós que podemos fazer essa mudança e garantir um futuro melhor para as futuras gerações”, desafia.

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